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O paradoxo da ressureição na cosmovisão naturalista

  • Foto do escritor: Kalebe Ulle
    Kalebe Ulle
  • 5 de out. de 2023
  • 4 min de leitura

Atualizado: 31 de out. de 2024

O paradoxo da ressureição vem da sequência lógica de respostas dadas à pergunta: Porque você não acredita na ressureição?


Tendo como base a resposta de um ateu naturalista: “Eu não posso acreditar em algo que vai além das leis naturais! Não tenho evidencia natural para acreditar em alguém ressuscitando dos mortos depois de três dias!”. E levando em consideração a problemática: Deus existe ou não? (trabalhando com hipóteses), vejamos:


Se Deus existir e quiser se revelar, seguindo a lógica do argumento apresentado acima, Ele precisaria limitar-se à mover-se dentro das leis naturais que regem o universo e ater-se a uma vida humana comum limitada em dias, já que apenas o comum e natural é creditado como digno de confiança. Assim, logicamente, Deus seria reconhecido… Certo? Errado! Já que, se Deus tivesse feito apenas aquilo que qualquer outro ser humano na terra poderia fazer, que tipo de crédito divino lhe daríamos? Exatamente, Nenhum! Contudo, quando falamos a respeito de Deus fazendo algo extraordinário e quebrando as limitações do que entendemos por comum, é impossível de acreditar.


Percebe o paradoxo da crença ateísta naturalista? Se Deus faz algo extraordinário ressuscitando dos mortos e aparecendo à mais de 500 testemunhas oculares; “É mentira! “Não posso acreditar nesta mitologia!”. Mas se o mesmo Deus se revela dentro de todos os limites humanos, sem quebrar absolutamente nenhuma lei natural, Deus não receberia os créditos de um ser divino, e sim de um ser humano comum. Desta forma, a existência de Deus torna-se irrelevante para tal pessoa, já que esta fechou-se para qualquer possibilidade lógica e racional de reconhecer sua existência. Assim, em nome da lógica natural, tal pessoa torna-se ilógica para com a existência deste Ser Criador Eterno.


Tal paradoxo argumentativo constrói o pensamento coletivo já bem difundido no senso comum pós-moderno. Independentemente das inconsistências lógicas, a falta de fé e a pré-disposição à negação de tudo o que é divino cegam o entendimento. Em uma tentativa de mascarar a escolha pessoal emocional, usa-se a razão como justificativa. Entretanto, fere-se a racionalidade para sustentar tal proposição. Vejamos.


Sem entrar no quesito de evidencias e indícios, a conclusão óbvia que todo pensador honesto deveria chegar é; que a crença é indispensável para a racionalidade e a lógica. Independentemente de posições religiosas, todo ser honesto deveria reconhecer a necessidade clara e óbvia da fé. Observe:


É impossível ter acesso à todo o conhecimento, mesmo os mais brilhantes em determinadas áreas de estudo precisam, por exemplo, acreditar em informações que recebem de terceiros em outras áreas que desconhecem - tais influencias em áreas externas afetam diretamente suas conclusões nas próprias áreas que dominam. Como nossa sapiência é limitada, percebe-se a necessidade de confiar em certas informações a respeito das quais não podemos estar perfeitamente convictos. E se não podemos ter certeza, trabalhamos com probabilidades, hipóteses. Agora pergunto: Creditar uma probabilidade, não constitui o principio que define uma crença? O próprio dicionário à define assim:


"estado, processo mental ou atitude de quem acredita em pessoa ou coisa." - Dicionário de Oxford


Negar a necessidade da crença é negar a lógica! E negando a lógica, qualquer declaração tem o mesmo valor de realidade. A racionalidade naturalista nunca poderá ser o motivo de alguém desacreditar na ressureição de Cristo, já que, utilizar da mesma constituiria um paradoxo ilógico, quebrando a própria base da argumentação.


Em adendo, vale instaurar o fato de que tentar subjugar o próprio conceito do divino às leis naturais constitui uma enorme desonestidade acadêmica. A exemplificar, se tentarmos impor as mesmas exigências químicas e físicas que constituem e caracterizam a matéria, sobre a energia, esta seria considerada inexistente. No entanto, a energia não é menos real por não possuir massa e volume. Pelo contrario, a energia é um conceito essencial da Física em que, matéria e energia constituem conceitos complementares e não excludentes. Da mesma forma, que razão há em tentar explicar, provar ou testar Deus e os milagres através das leis naturais? Eu respondo: Nenhuma! Se dispor a caçoar da existência de um Ser Soberano por não se encaixar no nosso conhecimento empírico cientifico, carrega o mesmo valor lógico de tentar enxergar algo com o olho fechado e dizer que a visão não existe.


Diante de tudo isso, retorno ao ponto inicial: A ressurreição de Jesus de entre os mortos é realmente impressionante e desconhece precedentes e antecedentes em toda a historia da humanidade. Contudo, seria esse o motivo de desacredita-la ou justamente o oposto? Afinal, se o pressuposto cristão da salvação de toda a humanidade reclina-se exatamente sobre o pilar da singularidade de Sua ressurreição, como eu poderia rejeitar tal declaração apenas por ser "difícil de crer"? Se for verdade… Estamos falando do acontecimento mais importante de toda a história da humanidade.


Assim, proponho uma problemática como conclusão: Imagine por um instante que você é Deus e que de fato a humanidade se perdeu no pecado e na maldade que escolheram ao se separar de você. A cada dia estão mais distantes do que é realmente bom e estão se matando e estragando o planeta aos poucos. Agora pense, para que um mundo surdo e cego espiritualmente perceba que você esta lhes apresentando um caminho de restauração por sua infinita misericordia, o que voce faria? Algo extraordinário e singular que marcaria para sempre a história da humanidade para que todos soubessem que voce é Deus e está estendendo misericordia sobre a humanidade? Ou algo simbólico natural que qualquer ser humano mortal também poderia fazer?




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