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CIÊNCIA E FÉ

  • Foto do escritor: Kalebe Ulle
    Kalebe Ulle
  • 19 de nov. de 2022
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de mai. de 2023

A teoria da evolução, apoiada na teoria da seleção natural de Darwin e a força gravitacional são talvez os principais meios pelos quais ateus afirmam a inexistência, inutilidade e futilidade de Deus. Mas será que isso é realmente plausível?


Neste tópico, seguem-se algumas frases:


“Darwinismo não explica a vida, pode apenas explicar certas coisas que acontecem depois que se tem a vida. Na evolução, a pesquisa assume a existência de um replicador mutante mesmo sem explicar como este replicador passou a existir em primeiro lugar.”

- John Lennox – Tradução livre


“A gravidade explica o movimento dos planetas, mas não consegue explicar quem colocou os planetas em movimento.”

- Isaac Newton – Tradução livre


Outro ponto a se questionar é: A estudo científico exaustivo pode realmente explicar tudo?


Mesmo que muitas conclusões lógicas derivem destes estudos, nem tudo pode ser empiricamente testado. A ciência não pode explicar o efeito placebo, não pode explicar o efeito contagiante do bocejo, não pode explicar como ou do que se formam os buracos negros, entre tantas outras coisas...

Sendo assim, vemos que independentemente de admitirmos ou não; fato é que, a fé está e sempre esteve presente. Mesmo para que pudéssemos exercer a ciência, foi preciso que primeiro se acreditasse que ela existe.


Neste mesmo tópico, em um debate com Christopher Hitchens, John Lennox afirmou famosamente:


“Os novos ateus (nome dado à nova perspectiva ateísta pós-moderna) não oferecem base alguma para a fé que eles mesmos não podem viver sem. Afinal, se a vida humana se formou por um processo irracional não guiado, por quê deveríamos confiar em nossas faculdades cognitivas e validade de qualquer crença que produza o ateísmo ou a própria ciência?”

- Tradução livre -


Outra frase marcante sobre o mesmo assunto é a de John Gray:

“O humanismo moderno é a fé de que, através da ciência, a humanidade pode conhecer a verdade e então ser livre. No entanto, se a teoria da seleção natural de Darwin é verdade; isso é impossível. A mente humana produz sucesso evolucionário, e não a verdade!”


O famoso apologista Frank Turek nos apresenta ainda uma nova perspectiva sobre esse assunto com a seguinte frase:


“A ciência não diz nada, cientistas dizem!”

- Tradução livre -


A ciência não pode ser plenamente realizada sem a influência de um cientista. O estudo científico apenas apresenta um compilado de informações sobre um específico e determinado assunto, que precisam ser interpretadas pelos cientistas. Isso é importante pois, quando falamos a respeito do início do universo por exemplo, todos olhamos para o mesmo emaranhado de informações e retiramos diferentes conclusões lógicas, as quais chamamos de teorias/modelos/inferências.


O verdadeiro debate para a origem do universo não é sobre evidências, pois todos olhamos para as mesmas informações. É na verdade uma discussão filosófica. Um debate sobre quais clausulas consideraremos possíveis antes sequer de olhar as evidências. A experimentação científica correta, não deveria pressupor uma conclusão anterior à experimentação.


A verdade é que, na ciência, encontramos pelo menos dois tipos de causas; causas inteligentes e causas não inteligentes (causas naturais). Contudo, o que muitos Darwinistas e membros do novo movimento ateísta fazem é, eliminar a possibilidade de causa inteligente antes de observar as evidências, assim, a única causa possível e plausível será uma causa natural. Quando analisam os dados finais obtidos, observam através da lente do que consideraram prioritariamente plausível.


Desta forma, não importa o quão complexa e projetada uma ameba unicelular seja, por exemplo. Eles sempre chegarão à conclusão de que deva ter sido auto desenvolvida de forma natural; por uma causa natural. Onde outros cientistas que acreditam na teoria do design inteligente, por exemplo, estão abertos para uma forma de causa inteligente haver trazido tudo à existência.


Existem ainda diversas pessoas que afirmam não acreditar em Deus pois não há provas científicas suficientes para afirmar sua existência. No entanto, inconsistentemente com nossos próprios argumentos, acreditamos em diversas coisas que não podemos explicar a existência, apenas as reconhecemos e as aceitamos como verdadeiras e existentes. A partir daí, passamos a utilizar de seus benefícios e entender suas funções. Exemplos disso são a energia, o efeito placebo, o arquivamento de memórias no cérebro humano, os sonhos, e etc.

Você acredita no universo? Inicialmente parece uma pergunta ingênua, mas utilizando o mesmo preceito de entender e provar para crer, não deveríamos acreditar na existência do universo. Cientistas afirmam não saber explicar 95% do material que compõem nosso universo, já que apenas 5% dele é constituído por átomos, sendo isso o que forma tudo o que vemos. Eles simplesmente denominaram de “Energia Escura”, a força expansiva do universo, e de “”Matéria Escura”” o que constitui sua estrutura no geral. A fé sempre esteve e sempre estará presente na humanidade, quer admitamos ou não.


Outro ponto importante a ser frisado é; o mundo material é tudo o que existe? (já que somente o mundo material pode ser provado cientificamente). Como já citamos alguns exemplos acima, percebemos racionalmente que não. Além disso, a experimentação cientifica (material) por si só é incompleta. Ela pode nos oferecer apenas respostas de “como” algo existe, enquanto os “por quês” continuam sem respostas. Um esclarecimento vazio que não oferece sentido ou função.


Um dos argumentos mais fortes para a existência de Deus é a questão filosófica: “Por quê existe algo, ao invés de nada?”. Esta é, talvez, a mais profunda pergunta da filosofia.


Derek Parfit afirma:

“Não há questão mais sublime que o porquê existe um universo, porquê existe qualquer coisa ao invés de nada”.


Tendo tudo isso em mente, conclui-se por meio da lei da causalidade que; tudo o que existe tem uma explicação de sua existência. Seja na necessidade de sua própria natureza ou em uma causa externa, o universo existe e, seguindo o raciocínio, deve então haver uma explicação para sua existência.


Se então existe explicação, essa explicação deve ser uma causa externa, transcendente e pessoal. Por quê? Porque a causa do universo deve ser maior que o próprio universo. Se o universo é constituído por 4 aspectos principais, sendo eles espaço, tempo, matéria e energia; a causa deve estar além destes 4 aspectos. Consequentemente, essa causa não pode ser física ou material.


Nesse tópico William Lane Craig afirma:

“Há apenas dois tipos de coisas que cabem nesta descrição: um objeto abstrato como um número ou uma consciência incorpórea inteligente. Entretanto, objetos abstratos não podem causar nada.”


Formamos aqui o famoso argumento cosmológico em 3 premissas principais:

1. Tudo o que passa a existir tem uma causa

2. O universo passou a existir

3. Portanto, o universo tem uma causa

1 comentário


Rafael Chaia
Rafael Chaia
11 de dez. de 2022

O que acho incrível de Deus, é que no meu entendimento, nunca será possível provar, porque foi assim que Deus determinou, o justo viverá pela fé.

Por mais experiencias que a pessoa possa ter com Deus, ainda, sim, está no âmbito da fé, e isso é algo difícil de compreender com nossa mente limitada, eu mesmo já tive experiencias com Deus, mas não consigo compreender, porque ainda necessito de Fé, para algo que de fato aconteceu? Eu deveria apenas trazer à memória que consequentemente, permaneceria com Deus toda a minha vida, mas não consigo fazer isso, por mais real, concreto, que tenha sido.

E é justamente aí, que entra o livre arbítrio, pensa comigo, se fosse possível provar que Deu…

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