JESUS CLAMOU SER DEUS?
- Kalebe Ulle
- 16 de out. de 2024
- 5 min de leitura
Primeiramente, gostaria de destacar a importância da pergunta, pois ela pode ser colocada no epicentro da crença cristã. Não me surpreende ouvir de quase todas as religiões ao redor do mundo, que estas podem acreditar e aceitar quase tudo sobre a vida e os ensinamentos deste Jesus de Nazaré, exceto Sua natureza Divina. Alguns poderiam até concordar com alguma inspiração divina, mas nunca com Sua natureza Divina.
Entre os termos mais utilizados para se referir à pessoa de Jesus, posso citar: Mestre, Rabi, Líder, Profeta, Luz do Mundo e tantos outros que a maioria das pessoas não teria problema em aceitar e acreditar. O problema começa com a questão fundamental: Ele é o Messias? Ele é o Cristo? Ele está reivindicando ser Deus? Essa é a discrepância fundamental que separa todos os cristãos do restante do mundo. Acreditar na natureza Divina de Jesus Cristo representa o desligamento de todas as outras cosmovisões religiosas. Isso é o que torna o cristianismo uma das religiões mais exclusivas da face da Terra. Acreditar completamente nos ensinamentos de Jesus Cristo tornaria impossível acreditar inteiramente em qualquer outra religião. Por isso, um cristão budista ou um cristão muçulmano não é uma possibilidade racional. Alguns poderiam dizer que suas crenças são uma mistura de várias religiões, mas isso, em última análise, implicaria em uma religião nova e personalizada, onde as visões originais não existiriam mais, pois, quando misturadas, deram origem a uma nova.
Agora que a importância do assunto foi destacada, vejamos algumas declarações feitas pelo próprio Jesus de Nazaré:
“Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem.” - João 3:13 (NVI)
“Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados-- disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!” - Marcos 2:5-12 (ARA)
“Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” - Lucas 19:9-10 (ARA)
“Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” - Mateus 8:19-20 (ARA)
“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” - Marcos 10:45 (ARA)
“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” - João 6:27 (ARA)
“Reunidos eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens; e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Então, os discípulos se entristeceram grandemente.” - Mateus 17:22-23 (ARA)
Essas são apenas algumas das muitas passagens em que há uma citação sobre Ele. Jesus fazia continuamente referência a si mesmo como “o Filho do Homem.” O termo aparece quase cem vezes no Antigo Testamento, cerca de oitenta vezes apenas nos evangelhos e mais algumas vezes no restante do Novo Testamento. A terminologia é uma referência direta a uma profecia proferida por Daniel no Antigo Testamento:
“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” - Daniel 7:13-14 (ARA)
Como sabemos que o Filho do Homem era Divino? Como podemos ter certeza de que Ele possui a própria natureza de Deus? É mais simples do que parece. Embora o termo faça referência a alguém humano, a mesma profecia diz que Ele receberia autoridade, glória, poder soberano e domínio eterno, o que significa que Seu reino nunca será destruído. Todas essas declarações que coroam esse homem como um Rei eterno e todo-poderoso implicam que Ele incrivelmente compartilharia do poder, da posição e da glória de Deus. No entanto, a mesma Bíblia é também enfática em dizer que Deus nunca compartilharia Sua glória com ninguém:
“Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.” - Isaías 42:8 (ARA)
Além disso, a profecia também diz que Ele receberia adoração. O termo original usado é aramaico (pelach) e corresponde a uma prestação de reverencia devida apenas ao Divino. Em toda a Bíblia, tal termo só carrega a conotação de adoração devida à Deus ou indevida à algum ídolo. Todavia, o terceiro mandamento da própria Lei de Deus em Êxodo 20 nos mostra claramente que toda a adoração deve ser dada apenas ao Único e Todo-Poderoso Criador do Universo. O Grande Eu Sou.
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” - Êxodo 20:4 (ARA)
Logo, este Filho do Homem, não seria apenas um homem qualquer, mas constituiria o paradoxo mais famoso de toda a história da humanidade: O Deus-Homem. Tudo isso traz à tona o ponto principal: Esse “Filho do Homem” só poderia ser Deus - esse é o fundamento da incrível profecia do Messias. No entanto, há ainda um fato interessante sobre a passagem de Isaías 42. Naquele momento, Isaías também está falando sobre o Escolhido, o Cristo, o Governante, o Filho do Homem! Este é o contexto. Parece que Deus estava garantindo que todos soubessem sobre a natureza Divina do Cristo que seria humano.
Contudo, não obstante, vos deixo com as próprias palavras de Jesus perante o Sinédrio, que o condenou brutalmente à morte por seu próprio povo logo em seguida:
“Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte.” - Marcos 14:60-64 (ARA)
O sumo sacerdote, os fariseus, os saduceus, os escribas, os discípulos de Jesus… Sabe o que todos eles tinham em comum? Todos entenderam e chegaram à mesma conclusão de que Ele estava reivindicando ser o Messias, o Filho do Homem, o Bendito. Independentemente de acreditarem Nele ou não e embora tomassem posições completamente diferentes sobre a declaração, a premissa era a mesma. As pessoas que viram com seus próprios olhos e ouviram com seus próprios ouvidos são as mesmas que dizem que Ele afirmava ser mais do que um simples Mestre; e por isso o mataram. Tentar inferir que Ele nunca declarou ser mais, é o mesmo que dizer que todas as pessoas fisicamente ao redor Dele na época entenderam erroneamente a mensagem e só agora, séculos depois, você entendeu corretamente o que ele estava querendo dizer.




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