A CRUCIFICAÇÃO (DRAMATIZAÇÃO)
- Kalebe Ulle
- 18 de jan. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 24 de jan. de 2023
Imagine apenas por um instante um ser já sem brilho, desfigurado, em estado de agonia extrema - seu corpo humano não suporta mais tanta dor e está prestes a ceder. Espinhos lhe atravessam o crânio, açoites severos com chicotes especialmente projetados para causar o máximo de dor e dano ao tecido humano lhe são designados… E como se tudo isso não bastasse, foi satirizado e escarnecido por seus ofensores.
Mesmo assim, como cordeiro mudo em direção ao matadouro ele se rendeu, sem abrir a boca, e sem clamar por misericórdia - se submeteu ao castigo que lhe estava sendo imposto como se buscasse pagar algo.
Foi ainda obrigado a carregar o peso de duas estacas de madeira em formato de cruz, apoiadas sobre os ombros já sem carne e sem tecido protegendo. A dor excruciante infligia, por vezes, pequenos apagões durante o percurso que o forçavam a percorrer. Esta o acompanhava durante todo o trajeto - a cada passo agravava-se pelo peso das estacas pressionadas contra seu ombro pela própria gravidade.
Ao fim do percurso um leve e insignificante alívio lhe foi dado, enquanto preparavam seu destino. Logo foi amarrado, esticado, e perfurado por grandes pregos de ferro que o fincaram na madeira por entre os dois pulsos e os dois pés. Assim, foi levantado entre os homens para que fosse visto em sua vergonha e dor. Crucificado ao lado de ladrões.
Já não havia nele beleza alguma que nos atraísse! Foi ferido e humilhado - o mais rejeitado entre os homens!
Sofria dor agonizante e constante pendurado pelos pés e pulsos. Não havia um segundo sequer de alívio. Seu pulmão era comprimido pelo posição da cabeça inclinada, já que a mesma estava revestida de uma coroa feita de espinhos. Em um ato de desespero por oxigenação, ele exercia força sobre os pés, apoiava a cabeça na madeira pressionando os espinhos contra seu próprio crânio em busca de ar enquanto estufava o peito. Tal ato repetia-se sempre que respirasse.
Por fim, já no auge de seu sofrimento, este homem declara: “está consumado!”, e “a ti Pai entrego o meu espírito!” - e este foi seu fim. Ou pelo menos pensavam que sim…
Quem lê tal relato pode pensar: “Este deve ter feito algo terrível para merecer tamanho castigo!”. Ou ainda: “Como pode sofrer calado? Devia sentir muita culpa pelo que fez!”
No entanto, tal homem era inocente e sofreu sem abrir a boca. Seu castigo, sequer era seu. Ele apenas tomou o castigo de outros e decidiu espontaneamente pagar o preço por eles para que tais pudessem viver.
Como pode alguém tomar o castigo de outros sobre si sendo inocente, somente por querer oferecer-lhes oportunidade de viver? Como pode alguém tomar tal atitude sabendo que nada ganharia com isso?
O sacrifício deste homem que ressuscitou continua impactando histórias até hoje. Por séculos permanece constrangendo corações e mudando vidas completamente. Seu legado estende-se por inúmeras gerações e sua história nunca deixará de ser contada.
Contudo, apesar de não ter tido ganho próprio, seu sacrifício possuía um objetivo: A justificação de toda a humanidade contaminada pelo pecado. Após sua ressureição e volta aos céus, enviou o Espírito Santo para convencer os homens de seu estado atual caído e moldá-lo ao perfeito estado inicial da criação e à santificação (perfeição).
Portanto hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração!




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